sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


FINGINDO QUE TRABALHA DOUTORA?


O Bom Dia Brasil flagrou, no Rio de Janeiro, médicos que não cumprem o horário de trabalho. Filas de gente, horas em pé esperando pelo atendimento. E nada do doutor ou da doutora plantonista. Infelizmente esse fato não é um privilégio dos cariocas. O que foi mostrado é um espelho do que ocorre há muito tempo em praticamente todas as regiões do país.

Na última terça-feira, enquanto o consultório da pediatra Maria Lúcia Ferreira Magalhães, que ganhava para estar de plantão num hospital público naquele período estava lotado, outros pacientes, os das intermináveis filas de instituições de saúde pública agonizavam de tanto esperar. Essa “profissional” ganha do estado a bagatela de R$ 3,4 mil para estar justamente naquele período atendendo o povo que não possui convênio ou não tem dinheiro para bancar uma consulta particular.

Se isso já não fosse um “puta” absurdo, um ato bestial de alguém que poderia estar atuando como ferramenteira de oficina mecânica de última categoria mas nunca como médica, me vem uma outra doutora, nada menos que a presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro com o argumento no mínimo chulo e desrespeitoso, digno de quem é cúmplice do abandono de pacientes pelas salas e corredores de hospitais e pronto-socorros por profissionais da área médica “chutar” descaradamente que isso é apenas uma questão administrativa onde o pactuado é “AH! EU FINJO QUE TE PAGO E VOCÊ FINGE QUE TRABALHA”.

Essa gente travestida de médico deveria ter sido levada imediatamente após o flagrante para uma delegacia de polícia e trancafiada numa cela. E responder pelo crime de lesa-cidadania.

Quando se inscrevem para trabalhar ou fazem concurso, sabem quanto vão ganhar e o que precisam fazer. Aceitam. Querem para abocanhar um bocadinho mais, ainda que às custas do maltrato das pessoas que necessitam do atendimento médico de caráter público.

“Aí pergunto a Deus: escute amigo, se foi pra desfazer, por que é que fez?”, diz a música Cotidiano nº 2, do Toquinho. Se for para fingir que trabalha, porque aceitou, porque a vaga disputou em concurso público? 

Já o Estado, este não finge... paga mesmo. Pode até não pagar bem, mas paga. E é muitas vezes enganado por aqueles que passam o cartão na máquina apenas para sacar a grana no dia do pagamento, ludibriando o povo brasileiro, que paga o pato sempre.

Ora, faça-me uma garapa!

Reginaldo Monteiro

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