Um mundo chamado vida!
Hoje,
relendo o Mito da Caverna de Platão me entristeci ao perceber quantas pessoas como EU vivem
como os personagens da parábola. Acomodamos-nos em nossas próprias cavernas acreditando
estarmos vivendo, acreditando estarmos felizes, então, estacionamos nossas
vidas e por nossa própria vontade nos prendemos aos grilhões do comodismo e as
correntes da ignorância. Somos massa pura regida por um senso coletivo de
alienação que nos dita quem somos, o que vestimos, o que comemos e o que pensamos.
Somos condicionados desde criança a
acreditar nos dogmas da sociedade, de nossa cultura ou religião, então deixamos
de pensar por nós mesmos e passamos, como na parábola a absorver apenas as
imagens distorcidas, as sombras que nos são projetadas como realidade segura e inabalável.
Seguimos assim de forma velada rumo a uma nova idade das trevas por nossa própria
vontade e ignorância. Mas como o personagem principal da parábola devemos nos
esforçar para abandonar a caverna em que nos aprisionamos rumo a sua saída, abandonando
o senso comum que nos prende, e cega, sem as correntes e os seus grilhões. O
processo de libertação é doloroso sim, e também conflitante, e para muitos em
um primeiro instante a luz do mundo exterior ofusca a visão. Mas ao nos
entregarmos de corpo e alma a razão, a realidade e a verdade que nos saltará
aos olhos nos maravilharemos então com um novo e envolvente horizonte esperando
para ser desbravado, um mundo chamado VIDA!
Fábio Martins
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