domingo, 20 de novembro de 2011


 Um mundo chamado vida!

Hoje, relendo o Mito da Caverna de Platão me entristeci ao perceber quantas pessoas como EU vivem como os personagens da parábola. Acomodamos-nos em nossas próprias cavernas acreditando estarmos vivendo, acreditando estarmos felizes, então, estacionamos nossas vidas e por nossa própria vontade nos prendemos aos grilhões do comodismo e as correntes da ignorância. Somos massa pura regida por um senso coletivo de alienação que nos dita quem somos, o que vestimos, o que comemos e o que pensamos.  Somos condicionados desde criança a acreditar nos dogmas da sociedade, de nossa cultura ou religião, então deixamos de pensar por nós mesmos e passamos, como na parábola a absorver apenas as imagens distorcidas, as sombras que nos são projetadas como realidade segura e inabalável. Seguimos assim de forma velada rumo a uma nova idade das trevas por nossa própria vontade e ignorância. Mas como o personagem principal da parábola devemos nos esforçar para abandonar a caverna em que nos aprisionamos rumo a sua saída, abandonando o senso comum que nos prende, e cega, sem as correntes e os seus grilhões. O processo de libertação é doloroso sim, e também conflitante, e para muitos em um primeiro instante a luz do mundo exterior ofusca a visão. Mas ao nos entregarmos de corpo e alma a razão, a realidade e a verdade que nos saltará aos olhos nos maravilharemos então com um novo e envolvente horizonte esperando para ser desbravado, um mundo chamado VIDA!

Fábio Martins

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